Descrição
Os poemas são tristes. Quase todos eles são da noite, ou desta forma podem ser entendidos quer por um quer por outro leitor, visto que um poema não tem um e único sentido apenas, e sim tantos (tal como viver e morrer nunca se podem entender por uma e única coisa), sendo, assim, um corpo habitado por várias almas com única razão de ser: a diferença entre si. Mas para o poeta que os arrancou à própria dor, desta parte da vida é que vieram. E o que buscava o poeta ao iniciar cada verso, cada poema, era o alívio da realidade que vivia, a alegria de transpor a sombra no chão da vida, onde se é escravo do que se ama, sonha e espera, e de vencer o mar picado no peito, o mar passado a páginas deste livro. Por isso, da liberdade que tem de imaginar, viveu o imaginário, outra verdade. Transformou o sentimento ou a poesia sentida da alma em pensamento ou arte de ser feliz.




