Descrição
A investigação de Moda revela-nos que a nossa independência é, de um lado, o resultado da revolta do povo contra o colonizador e, de outro lado, da inadequabilidade do regime português em sustentar as colónias no meio das crises internas. Contudo, o autor remete-nos à responsabilização da história, não como mera restituição do que foi saqueado ou pilhado pela exportação massiva, por via do Xiluvo, mas e sobretudo como uma responsabilização moral e política de cooperação internacional. Estará Portugal hoje disponível a aceitar tal responsabilização de forma mais institucionalizada e menos avulsa? Penso que a História muda com o tempo e as vontades já não se fundem em memórias. Há uma geração política cuja história não lhes interessa lá tanto.




